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Voa...



Ele pegou em minha mão e disse: Voa...
E minhas asas nunca tiveram tanta vontade de se encolherem.

É estranha e enigmática essa coisa de contrários, afinal como a gente pode se sentir tão seguro com quem sente prazer em nos ver livres? O desapego me dá a certeza de que sou amada, mas não um desapego qualquer, sem sentido de abandono, mas com sentido de cuidado, de respeito... aquele gesto que tem um jardineiro que cuida das suas flores para o beija-flor sempre voltar e ele volta porque é livre e essa liberdade o faz admirar e amar o doce e especial jardineiro.

Sinto que amor é como uma massa de bolo com bastante fermento com todo o potencial para crescer e  virar um bolo bem fofo e gostoso, mas para isso precisa de uma forma que proporcione esse espaço.

Ele continua pegando em minha mão e me dizendo: Voa... O mais gostoso é que ele voa comigo!


Drika Gomes

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