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Incógnitas da vida…

 

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Andei pensando seriamente no porquê das pessoas adoecerem, por que algumas passam boa parte de suas vidas dentro do hospitais ou tendo que tomar vários tipos de remédios? Me coloco nessa posição de indagadora, pois me sinto (graças a Deus) alguém marginal à isso. Agradeço todos os dias a Deus por ser possuidora de uma saúde de ferro, por ter todos os meus órgãos funcionando em perfeita harmonia e me sinto uma privilegiada neste planeta.

Assisto com muito pesar, pessoas do meu meio familiar e entre amigos que passam por problemas muito complicados de saúde, seja no âmbito físisco ou emocional. Cá entre nós, sou uma das que acreditam profundamente que todas as enfermidades começam no campo emocional, isso tem se tornado cada vez mais claro para mim: as emoções são as pricipais responsáveis pelas doenças.

Geralmente as pessoas mais debilitadas fisicamente que conheço são também muito debilitadas em sua parte emocional, são complicadas, confusas, repletas de traumas e complexos. Em muitas delas notei tristezas profundas relacionadas a acontecimentos do passado. Certa vez conheci Anna, uma pessoa que havia sido vitima de um acidente vascular cerebral, uma moça de apenas 21 anos. Ela passava a maior parte do seu tempo deitada numa cama, havia perdido os movimentos da cintura para baixo, mas possuía seu raciocínio normal, falava bem, enxergava e ouvia perfeitamente, na presença de estranhos ela se mostrava dócil, meiga e até divertida, adorava quando as pessoas a bajulavam e faziam suas vontades, mas quando estava apenas com as pessoas da família, principalmente os seus tratadores, era rude, grosseira e reclamona. Por um tempo fiquei pensando porque ela se comportava daquele jeito, fui conversar com os familiares dela e obtive algumas respostas interessantes.

Me disseram que Anna, desde pequenina era extremamente preocupada com tudo que a cercava. Rígida demais com ela mesma e com as pessoas que a rodeava. Tinha horário para tudo e não se atrasava nunca! Quando isso acontecia ficava profundamente perturbada, nervosa ao ponto de ter crises de choro que empipocavam seu rosto de pintas vermelhas. Se fosse contrariada ou se tivesse suas expectativas frustradas já era motivo para ter fortíssimas dores de cabeça.

Outro detalhe da personalidade de Anna é que ela detestava ficar sem ter o que fazer, não suportava ficar parada e constantemente exigia dos pais e parentes que a levassem para fazer cursos de balet, piano, inglês… enfim qualquer coisa que a fizesse pensar. Anna se apaixonou, namorou, mas o rapaz terminou com ela enquanto ela ainda estava completamente apaixonada, ela sofreu muito, tanto que dois meses depois sofreu o AVC.

Finalmente estava mais do que explicado para mim, Anna estava naquela situação por conta do seu emocional completamente instável e desestruturado. Um exemplo nítido de como as emoções interferem no nosso corpo.

O segredo da boa saúde está na nossa mente, na nossa capacidade de lidar com os problemas, na nossa desenvoltura em sair de situações difíceis sem abalos, na plasticidade das atitudes. Devemos viver a vida de maneira que ela nos alegre e não nos impondo normas rígidas. Ninguém está livre de decepões e fracassos, mas estar livre de auto-punição e resistência é escolha nossa!

Entendo porque tenho uma boa saúde, sou cuca fresca!

 

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